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Como Escolher o Primeiro Investimento

Escolher o primeiro investimento não tem de ser complicado.


O segredo é perceber que não estás a escolher “o investimento da tua vida”, mas apenas o ponto de partida.

E esse ponto de partida deve ser simples, adequado ao teu objetivo e compatível com a tua tolerância ao risco.


Antes de olhares para produtos específicos, pensa no prazo: se o objetivo é curto, precisas de estabilidade; se é longo, podes aceitar oscilações.


Depois de definires o prazo, o passo seguinte é escolher a classe de ativos.

Para um primeiro investimento, há três caminhos típicos: liquidez, obrigações ou ações.


A liquidez é o caminho mais estável.

Em cenários normais, rende entre 1% e 3% ao ano, com volatilidade praticamente nula.

É o tipo de ativo que não sobe muito, mas também não cai.

Serve para quem quer começar com segurança ou para quem tem objetivos de curto prazo.

O risco aqui é baixo, mas o retorno também é limitado.


Diria no entanto, que liquidez é uma experiência incompleta de investir, porque não estás propriamente a adquirir/investir em ativos.


As obrigações já oferecem um equilíbrio mais interessante. Historicamente, rendem entre 2% e 5% ao ano, dependendo do tipo e do contexto económico.

A volatilidade é moderada: podem cair 3% a 8% em anos maus, mas recuperam com alguma previsibilidade.

Para horizontes de 3 a 5 anos, fazem bastante sentido.


Nos dias de hoje, as obrigações não são consideradas o investimento "fixe". "Investir" hoje passa mais por ETFs e especular ações que alguém falou numa rede social.

À contundo ter em conta que seguir a manada é extensivamente comprovado que acarreta diversos problemas de rentabilidade! Entre ser fixe ou ter bons retornos...


As ações globais (ou os ETFs de ações) são o ativo com maior potencial de crescimento, mas também o que mais oscila. Em média, rendem 7% a 10% ao ano no longo prazo, mas com volatilidade significativa: quedas de 15% a 30% num ano mau são normais, e recuperações rápidas também.


As ações são a melhor escolha para o longo prazo, desde que haja disciplina nos momentos bons (de não comprar em excesso) e nos momentos maus (de não vender no pânico).


A escolha do primeiro investimento deve ser feita com base na tua capacidade de lidar com estes cenários.

Não existe escolha perfeita, existe a escolha que te permite começar, experimentar e manter o rumo.


O primeiro investimento é o mais importante, não porque vai trazer altos retornos, mas porque vai ser a base de tudo o que vem a seguir!

Vamos começar?


Afonso Ferreira

Fundador



Disclaimer:

Esta publicação tem caráter meramente informativo e não constitui uma proposta, recomendação ou aconselhamento financeiro. As informações aqui apresentadas não devem ser tomadas como base única para decisões de investimento. Investimentos envolvem riscos, podendo resultar em perdas.


 
 
 

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